Dia 3 de março (quinta-feira)
De 20:30 às 20:35 h
- Crise do capitalismo;
- Governo Dilma;
- Frente anticapitalista e antimperialista;
- União da Juventude Comunista;
- Solidariedade Internacional.
- cadeia nacional de TV aberta: de 20:30 às 20:35;
- cadeia nacional de rádio: de 20:00 às 20:05 h
Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br
DELEGAÇÃO DA UJC RUMO À ÁFRICA DO SUL!
Solidariedade internacional para derrotar o capitalismo e o imperialismo
UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA
PELO DIREITO À HISTÓRIA
Os jovens comunistas brasileiros, reunidos no V CONGRESSO NACIONAL DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA (UJC) declaram total apoio à luta pela abertura dos arquivos militantes, que permanecem em sigilo mesmo após quase trinta anos da suposta redemocratização em nosso país.
UJC
UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA
V CONGRESSO NACIONAL DA UJC
INFORME POLÍTICO
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Entre os dias 01 e 04 de abril de 2010 ocorreu o V Congresso Nacional da União da Juventude Comunista (UJC), na cidade de Goiânia, em Goiás. O Congresso foi precedido pela realização do Seminário Internacional de Educação, Extensão e Universidade Popular. A UJC é uma organização que comporta jovens comunistas que possuem concordância política com a estratégia e tática do Partido Comunista Brasileiro, sendo uma frente de massas do mesmo.
- Fundada em 1927, a UJC nunca havia realizado, até então, dois congressos seguidos. Em sua história, entre um congresso e outro, a UJC ora era dissolvida em razão de questões táticas do PCB, ora era dizimada pelas ditaduras que sofremos no Brasil. Assim, todos os Congressos até hoje haviam sido Congressos de organização ou reorganização. Pela primeira vez, a UJC realiza um Congresso consecutivo: o primeiro de 2006, que reorganizou a juventude do PCB e o segundo, em 2010 no qual se avaliou conjuntura política, a situação da juventude e a atualização da nossa linha política.
- Entre o Congresso de Reorganização em 2006 e o Congresso em 2010 várias foram as atividades realizadas pela UJC. No âmbito do mundo do trabalho, atuamos tanto com os jovens empregados quanto com os jovens desempregados, encampando campanhas, como a Campanha: “Nenhum direito a menos para a juventude trabalhadora! Pela redução da jornada de trabalho, sem redução do salário! Mais e melhores empregos para a juventude! Pela criação de frentes de trabalho para a juventude e os desempregados!” No movimento estudantil, atuamos, fundamentalmente, na defesa da Educação e Universidade Popular, sendo contra a lógica mercantil do ensino. No campo cultural, nossa atuação ocorreu através de trabalho com grupos culturais de regiões periféricas, se opondo veementemente à reprodução de valores dominantes e lutando pela valorização da cultura popular, revitalizando a identidade e unidade de classe entre os oprimidos pelo capitalismo. Além desses campos de atuação, a UJC esteve presente nas atividades relacionadas ao internacionalismo proletário, como, por exemplo, as campanhas de solidariedade a Cuba, Palestina e Haiti.
- Assim, nesse Congresso foram quatro os principais eixos debatidos: análise de conjuntura, o papel da juventude no contexto atual, as diferentes frentes de atuação da organização e a própria estrutura da mesma.
- Entendendo que a recente crise econômica foi uma crise sistêmica do capital, isto é, foi uma crise que faz parte do próprio funcionamento do sistema econômico vigente, e que acontece periodicamente, como ocorreu em outros momentos da história do capitalismo, a UJC não encontra possibilidade de uma ruptura espontânea com o capitalismo. A crise econômica foi uma crise na taxa de lucro da burguesia, mas não uma crise do Capital. No entanto, é inegável que esta crise demonstra os problemas estruturais do sistema capitalista.
- A burguesia, para superar a crise, toma medidas para acirrar a exploração do proletariado, como a diminuição das condições de trabalho, as demissões em massa, contratação de funcionários com baixo salário, o trabalho informal e precarizado, as terceirizações e flexibilização, e mesmo a queima de capital constante, isto é, deixando máquinas inoperantes.
- Na tentativa de superação da crise, a burguesia acirra também as ações imperialistas, que espoliam países através da força armada. Tal espólio é realizado tanto na forma do roubo de matéria prima como na destruição da infra-estrutura do país, exigindo-se que um governo derrotado financie a reconstrução realizada por empresas imperialistas. Tal mecanismo é uma medida constante por parte da burguesia na busca da expansão de seu mercado e como medida de combate a queda tendencial de sua taxa de lucro.
- No Brasil, o Governo Lula se encerra tendo cumprido o papel de desenvolvimento de uma formação social capitalista completa, formando um consenso tipicamente burguês na nossa sociedade. Através de sua política de incorporação e cooptação dos sindicatos na administração estatal, de acomodação dos movimentos sociais através da cooptação político-ideológica e de envio de fundos para os mesmos, e com a ampliação da política assistencialista, o governo Lula consolidou a ditadura do capital pela hegemonia burguesa.
- O plano econômico, aplicado durante os governos neoliberais anteriores e continuada e aperfeiçoada no governo Lula, serviu ao fortalecimento da grande burguesia brasileira, fortalecendo o domínio da mesma sobre o proletariado. As condições de trabalho continuam precárias e pioram com o avanço das terceirizações. É cada vez maior o número de empregos precarizados e informais, ganhando destaque a inserção dos jovens neste contexto. As condições de estudo, embora sejam propagandeadas como tendo melhorado, em verdade foram expandidas, sem necessariamente apresentar melhorias em sua qualidade, como é o caso do Reuni, caracterizando-se como uma expansão comprometida com o capital. A estrutura educacional do país não leva em conta as necessidades da sociedade, mas sim as necessidades do mercado.
- As políticas como a do pró-uni servem não para mudar o caráter do ensino brasileiro, mas sim para subsidiar as próprias universidades particulares. O que antes eram estudantes inadimplentes hoje são estudantes bolsistas. Não por acaso foi criada uma lista nacional dos estudantes inadimplentes que é dividida entre boa parte das escolas e universidades particulares, fazendo com que aqueles que deixaram de pagar mensalidades das instituições de ensino não possam se matricular em outras. Assim, apesar da propaganda feita sobre o pró-uni, este não está em favor dos trabalhadores, mas sim do setor privado da educação, em detrimento das universidades públicas.
- Neste contexto, a juventude continua a ser um dos segmentos sociais que mais sofre com a precarização do trabalho e com o desemprego. Com baixas condições de estudo, e se submetendo a empregos precários nos quais o nível de exploração é altíssimo, como no caso de estágios ou de bolsas remuneradas nas quais os jovens devem prestar serviços, a perspectiva de boas condições de vida dos jovens não aumenta. Para os jovens do meio rural, as condições de vida são ainda mais precárias, pois além da falta de oportunidades e de serviços públicos, sofrem com a enorme concentração fundiária em nosso país, umas das principais geradoras das injustiças e desigualdades sociais no campo brasileiro.
- Além dessas questões, a juventude é bombardeada cotidianamente pela hegemonia burguesa, que enfatiza o culto ao indivíduo, o consumismo e a universalização das demandas particulares da burguesia como verdades absolutas e naturais. Por exemplo, os espaços de lazer hoje são mercantilizados e marcados pela exploração. Torna-se impossível ter qualquer forma de lazer sem resultar em altos gastos. Os espaços de lazer além de serem vendidos como mercadoria e cada vez mais privados, não contribuem na formação de uma consciência critica da juventude, só servindo à alienação.
- Nesta conjuntura, a UJC, dentro da linha política do PCB tirada em seu XIV Congresso Nacional, reafirma a necessidade de reorganização da juventude em nosso país, estabelecendo um campo de alianças anticapitalistas e antiimperialistas. Os ataques a educação e a condição de trabalho que a juventude sofre se configuram como principal área estrutural de ofensiva do neoliberalismo. A hegemonia burguesa mantém o bloco burguês no poder, como condição essencial para a manutenção do capitalismo.
- Assim, a UJC compreende a necessidade de manter e aprofundar sua inserção nas suas três principais frentes de atuação: Jovens Trabalhadores, Movimento Estudantil e Cultura.
- A frente de Jovens Trabalhadores tem como principal tarefa a busca pela sindicalização dos jovens. A atuação sindical dos jovens comunistas e daqueles que concordam com nossa linha é a atuação em conjunto com a Unidade Classista, dentro da Intersindical, sempre trabalhando em conjunto com o PCB.
- No entanto, dada a especificidade da juventude, que se encontra em desemprego ou em trabalhos precarizados e sem condições de sindicalização, a UJC compreende que pode ser criado um mecanismo de mediação. Tal mecanismo de mediação deve buscar organizar os jovens que não estão em condições de sindicalização e encampar as lutas da classe trabalhadora.
- No movimento estudantil, a UJC deve empreender esforços pela retomada do papel do movimento estudantil na luta de classes, através do trabalho de base nas escolas e universidades. As entidades nacionais (UNE, UBES) estão caracterizadas pela burocracia, verticalização e distanciamento das históricas bandeiras do movimento estudantil, estando em processo de amoldamento à lógica institucional burguesa.
- Dentro de tais condições, e entendendo que a UJC não deve buscar disputar aparelho burocratizado, a atuação não deve ocorrer através da disputa de cargos na UNE/UBES ou em outras entidades igualmente burocratizadas. A atuação da União da Juventude Comunista deve ser através da construção do movimento de base, recuperando o caráter combativo e crítico do movimento estudantil.
- Assim, devemos focar nossas atenções na construção de Centros Acadêmicos, Diretórios Centrais, Executivas e Federações de curso, Projetos de Extensões, Grêmios e Associações estudantis através do movimento real, buscando a constituição destes como espaços organizativos dos estudantes e que sejam autônomos diante das escolas, universidades, governos e patrões.
- Ainda que as escolas e universidades hoje existentes no Brasil sejam aparelhos de dominação da burguesia, o conflito capital x trabalho não se dá de forma tão clara no movimento estudantil. A defesa pela Educação e Universidade Popular, que atenda aos interesses do conjunto da Classe Trabalhadora e não das grandes empresas, evidencia as contradições do capitalismo.
- Nesse sentido, por vezes, pode ser necessário o uso de instrumentos de mediação na busca por organizar todos os estudantes que concordarem com a necessidade de construir o movimento estudantil pela base, buscando a constituição da luta pela Educação e Universidade Popular.
- Quanto ao trabalho do movimento cultural, a UJC, entendendo o caráter mercantilizado da cultura de massas, atuará dentro da cultura popular. Consideramos como cultura popular aquela que é resultado da atuação criativa da população, constituindo espaços alternativos de expressão que fujam do controle mercadológico. É através da atuação em conjunto com esses espaços de cultura popular, e através da elaboração de material próprio, que a UJC deverá atuar no próximo período.
- Com tais resoluções, o V Congresso Nacional da UJC reafirma seu caráter de Frente de Massas do PCB, seguindo sua linha política e subordinada à estratégia e tática do mesmo, mas que possui uma forma de organização própria, que permite a participação ampla de jovens que não estejam organicamente ligados ao PCB, mas que tenham acordo com tal linha política e ideológica.
- Viva a União da Juventude Comunista!
- Viva o Partido Comunista Brasileiro!
- Viva a Revolução Socialista!
- Viva o Internacionalismo Proletário.
COMITÊ CENTRAL
Contribuições ao Congresso Nacional da UJC
Às vésperas do V Congresso Nacional da União da Juventude Comunista- UJC, a Comissão Política do Comitê Central do PCB dirige-se ao conjunto de nossa militância para tratar de alguns pontos relevantes e relativos ao debate congressual.
A atuação junto à juventude sempre foi estratégica para as organizações revolucionárias, principalmente a partir do momento em que as contradições do capitalismo se aprofundaram e despertaram na juventude um potencial ímpeto de questionamento e enfrentamento à ordem do capital, em diversas regiões do mundo. Os efeitos da recente crise econômica do capital apenas ressaltam a necessidade de se apostar no resgate deste ímpeto.
Devido à pesada estrutura ideológica à qual os jovens estão submetidos na sociedade capitalista, cujo papel é o de garantir a reprodução da visão de mundo hegemônica e das relações sociais de produção visando aprofundar a exploração promovida pelo capital, é cada vez mais necessário apresentar à juventude as contradições da sociedade capitalista, fomentando um sentimento de indignação e a perspectiva da mudança radical do modelo dominante, ingredientes fundamentais para o aprendizado e a construção de uma consciência de novo tipo, uma consciência revolucionária.
Muitos de nossos atuais dirigentes e quadros comunistas atuantes nos movimentos de massas começaram a sua militância na juventude, experiência comprovadamente de grande importância no processo da formação dos quadros revolucionários. A construção da UJC foi um dos primeiros exemplos da necessidade que os comunistas viram, desde a fundação do PCB, de se constituir um elo de ação e ressonância das propostas políticas do Partido junto à juventude brasileira, visando a construção de um poderoso organismo de enfrentamento à ordem estabelecida.
Os jovens comunistas brasileiros dedicaram-se a inúmeras lutas ao longo da nossa história, a saber: a criação de uma entidade nacional estudantil que lutasse pelos interesses populares contra a dominação imperialista no Brasil, como foi o caso da criação da UNE; a luta contra a implantação do fascismo no país; o apoio à guerra civil espanhola; a defesa da soberania nacional pela exploração do petróleo e a consecutiva criação da PETROBRÁS; a campanha contra o envio de tropas brasileiras para lutar ao lado do imperialismo no conflito coreano; a formação dos Centros Populares de Cultura e a luta por Reformas de Base nos anos 1960; a heróica resistência contra o golpe militar e a ditadura que se seguiu por mais de duas décadas. Estes são apenas alguns exemplos da importância da juventude no cenário político moderno e da interferência comunista nesse significativo movimento.
Hoje, no limiar do novo século, tanto os desafios quanto o papel da juventude revolucionária não se esvaíram sob a onda de individualismo e alienação que nos impõe a lógica do capital. Ao contrário, a grande massa de desempregados no capitalismo contemporâneo se concentra exatamente na população jovem que, além de sofrer com o desemprego e a superexploração, submete-se às mais variadas manifestações de violência urbana nas grandes cidades.
Os efeitos imediatos da recente crise econômica, associados às condições impostas pela barbárie capitalista ao conjunto do proletariado, têm aumentado significativamente a falta de perspectivas para milhares de jovens em todo o mundo, o que faz aumentar ainda mais as responsabilidades dos comunistas em priorizar ações que organizem, eduquem e rearticulem o ímpeto revolucionário dos jovens, no cumprimento das tarefas revolucionárias na atualidade.
Nesse sentido, reafirmamos que a UJC é o instrumento de ação dos comunistas do PCB para a implementação desta política, que não está desassociada do conjunto de ações táticas que devemos operar na perspectiva da construção do Bloco Revolucionário do Proletariado, visando a concretização de ações e propostas que possam contribuir para a resistência e a luta por conquistas sociais e pela derrubada do sistema capitalista.
Nos últimos anos, a UJC ajudou o Partido a recrutar ativistas de movimentos de massa, em especial aqueles oriundos do movimento estudantil, mas também jovens trabalhadores e ativistas do movimento cultural, que, ao ingressarem nas fileiras da Juventude Comunista, aprenderam o significado da necessidade do centralismo democrático, do trabalho coletivo, do debate conjuntural sob a análise marxista e principalmente da necessidade histórica em sepultar a sociedade capitalista e erigir um novo modelo de sociedade, a sociedade socialista.
Como o camarada Lênin dizia em seu discurso de saudação ao III Congresso da UJC na Rússia, em 1920: “(…) a atuação na juventude acaba sendo, entre outros pontos, um espaço de aprendizado sobre a necessidade da ruptura revolucionária, ruptura esta que se aprende na prática militante com ações e disciplina revolucionária e com o estudo do marxismo”.
Sendo assim, não podemos confundir o papel da UJC, como se esta fosse um movimento social absolutamente autônomo ou um ente à parte da estrutura do PCB. A UJC é uma das frentes de massa do PCB. É a expressão política dos comunistas do PCB na atuação junto à juventude, na perspectiva da construção da revolução proletária. Daí não poder ser confundida jamais com o movimento juvenil como um todo, que é heterogêneo ideologicamente.
A Unidade Classista, frente de massas do PCB criada para atuar no movimento sindical, também não se confunde com o movimento operário, que é mais amplo e complexo. A UC é o veículo de ação dos comunistas do PCB junto à classe trabalhadora e, em especial, junto à classe operária, na perspectiva da disputa ideológica e da construção da hegemonia comunista, não apenas no nível das idéias, mas fundamentalmente no âmbito das ações de resistência e de luta contra o capitalismo, no rumo da sociedade socialista e do comunismo.
Por tudo isso, a militância dos jovens comunistas do PCB junto à UJC não pode ser entendida como uma dupla militância partidária. As Bases do PCB são as estruturas das quais participam de forma sistemática e orgânica os militantes comunistas, através das quais atuam para organizar os trabalhadores e os movimentos de massas para a luta de classes. A UJC é uma frente ligada política e ideologicamente ao PCB, mas possui uma forma de organização que possibilita a participação de jovens que comunguem com nossos fundamentos políticos, táticos e ideológicos, sem que, necessariamente, sejam organicamente vinculados às bases do PCB.
Podemos ter uma base de secundaristas do PCB no município tal, ou uma base universitária da universidade X ou Y, com pautas específicas, finança própria e um secretariado definido. Os militantes destas bases atuam, através da UJC, no sentido de ampliar sua influência no movimento estudantil, atraindo, para a militância na UJC, ativistas destacados do movimento que concordem com a linha política e o projeto estratégico do PCB. Ou seja, a UJC deve ser maior que o PCB, para garantir um raio maior de ação do Partido.
Estas questões não devem ser escamoteadas ou sonegadas ao conhecimento de nenhum jovem que deseje atuar pela UJC. Ao contrário, todos aqueles que desejam atuar pela UJC devem ter claro que as ações da entidade, assim como as suas aspirações políticas e a sua orientação ideológica, estão subordinadas à estratégia e à tática dos comunistas do PCB. Dessa forma não há duplicidade de militância ou confusão.
No movimento sindical isso já acontece com a Unidade Classista. Todo militante sindical do PCB, independente da Base na qual atue, é membro da Unidade Classista e participa dos eventos gerais da classe trabalhadora sob a bandeira da nossa corrente sindical.
Conforme definem as resoluções do XIV Congresso do PCB, “a UJC/PCB deve fortalecer sua atuação junto aos jovens trabalhadores, nas lutas contra o desemprego, a perda de direitos e a precarização do trabalho, em sintonia com o trabalho político e sindical do Partido”. Portanto, a atuação junto aos núcleos de jovens trabalhadores deve ser pautada no fortalecimento da intervenção do PCB e da Unidade Classista no movimento sindical, acompanhada de questões específicas e lutas relacionadas ao mundo do jovem trabalhador.
Devemos, por exemplo, estimular a criação de núcleos setoriais de juventude nos sindicatos onde possuímos atuação, assim como campanhas de sindicalização e também de pré-sindicalização de jovens que estão entrando no mundo do trabalho, a exemplo dos estudantes de licenciatura nos períodos finais de faculdades e escolas técnicas, acompanhadas de campanhas de conscientização acerca dos direitos e do papel do movimento sindical.
A organização de jovens trabalhadores precarizados ou em empregos informais, a criação de um setor de juventude na Intersindical, a organização dos estagiários, assim como campanhas de esclarecimentos sobre seus direitos, poderiam ser algumas das ações conjugadas entre a UJC e a Unidade Classista.
Ainda conforme as resoluções do XIV Congresso: a UJC “deve intensificar, qualificar e potencializar sua atuação no conjunto do movimento estudantil brasileiro, buscando levar a cabo a luta contra-hegemônica no interior do movimento estudantil e de suas entidades, tais como a UNE, a UBES, UEE’s e demais organizações de base. O papel dos jovens comunistas é a reconstrução do movimento estudantil brasileiro pela base e por suas entidades representativas, para que retomem sua independência e legitimidade. Esta ação não se dará através da mera disputa pelos aparelhos e cargos nas organizações estudantis, mas por intermédio de incisiva atuação dos comunistas nas entidades de base, nas escolas e universidades, para que o movimento estudantil retome sua ação protagonista nas lutas pela educação pública emancipadora e pela formação de uma universidade popular, capaz de produzir conhecimento a serviço da classe trabalhadora e contribuir para a consolidação da contra-hegemonia proletária”.
A Comissão Política Nacional do PCB recomenda que, no V Congresso da UJC, tais temas sejam tratados, no entendimento de que, no caso específico do movimento estudantil, a acertada prioridade dada à reconstrução do movimento estudantil pela base, se representa correta postura de rompimento com uma política que acabava por privilegiar a ocupação de espaços de direção na UNE e na UBES, hoje cada vez mais burocratizados e verdadeiros aparelhos ideológicos a serviço do bloco de poder dominante, não significa cair no campo oposto do sectarismo e do abandono da luta no interior destas entidades (as quais não podem ser confundidas com suas diretorias), como fizeram os militantes do PSTU, ao criarem a ANEL, após o fracasso da CONLUTE. Como bem apontam as teses elaboradas pela Coordenação Nacional da UJC para o V Congresso, o acúmulo conquistado nos últimos anos, nas batalhas travadas nos congressos estudantis e, principalmente, em função das péssimas experiências de participação em diretorias da UNE, fez desembocar na “bandeira de RECONSTRUÇÃO DA UNE, adotada no último CONUNE (2009)”.
A CPN apresenta ainda a proposta de que o Congresso da UJC debata profundamente as questões relativas à conjuntura atual, com vistas à elaboração de um programa de ação da UJC nas frentes de luta às quais se propõe dedicar: jovens trabalhadores, movimento estudantil e frente cultural. Para tal, é também de fundamental importância que se incentive o início do debate organizado sobre questões que afligem mais diretamente a juventude brasileira: violência contra os jovens, desemprego, trabalho precarizado, aborto, liberdade de opção sexual, ecologia, drogas, esporte e lazer, música, cultura, na perspectiva do combate às mais variadas formas de mercantilização, impostas pelo capital, dos bens e dos diversos aspectos da vida humana. Aprofundar o debate de tais questões possibilitará uma ação mais efetiva dos jovens comunistas no interior de parcelas mais destacadas da juventude brasileira, que se mobilizam por mudanças e se rebelam contra o status quo.
Sem dúvida, a busca por uma atuação que consiga envolver o maior número de jovens que apresentem críticas, questionamentos e disposição para lutar contra a ordem vigente – e que aumente a nossa influência nos movimentos sociais – deve estar sempre presente em nossas reflexões, nos debates e planejamentos da coordenação da UJC e da Secretaria Nacional de Juventude do Comitê Central.
O CC recomenda que todos os CR’s do Partido tenham em sua estrutura a formação de secretarias de Juventude e que, pelo menos, dois membros das coordenações regionais da UJC tenham assento nas secretarias regionais de Juventude. Esse trabalho conjugado visa, entre outros aspectos, estreitar o diálogo entre os Comitês Regionais e as Coordenações da UJC.
Por fim, a CPN sugere a reflexão sobre o formato proposto de composição orgânica da Direção da UJC, no sentido de se garantir maior agilidade e horizontalidade nas discussões e ações do coletivo, evitando-se a mera reprodução da nomenclatura da organização do Comitê Central, pois a UJC não é o PCB em miniatura. Entendemos ser de vital importância evitar a criação de um aparato burocrático sem representação real no seio da nossa juventude.
Desejamos, com essas breves notas, auxiliar no debate sobre as relações da UJC com o PCB e a respeito da participação da UJC nos movimentos sociais e nas diversas áreas onde deve se verificar a presença organizada da juventude comunista.
Saudações comunistas,
Secretaria Nacional de Juventude.
Comissão Política Nacional do CC/ PCB.
| TESE SOBRE CONJUNTURA
http://www.ujc.org.br/content/view/170/1/ TESE SOBRE JUVENTUDE http://www.ujc.org.br/content/view/166/1/ TESES SOBRE FRENTES DE LUTA http://www.ujc.org.br/content/view/167/1/ TESE SOBRE ORGANIZAÇÃO |
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TESES – APRESENTAÇÃO
“JOSÈ MONTENEGRO DE LIMA”
Goiânia-GO – 02,03 e 04 de abril de 2010.
A Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista coloca a disposição de seus militantes, amigos e simpatizantes as teses ao V Congresso Nacional da União da Juventude Comunista, cujo homenageado será o camarada JOSÉ MONTENEGRO DE LIMA. As teses estão publicadas no site da União da Juventude Comunista.
O V Congresso Nacional da UJC ocorrerá nos dias 02, 03 e 04 de abril de 2010 nas dependências da Universidade Federal de Goiás – UFG. O Congresso será precedido de um Seminário Internacional no dia 01 de abril. São esperadas delegações internacionais, militantes e convidados de todas as regiões do Brasil.
O congresso terá o seguinte temário: Conjuntura, Juventude, Organização, Frentes de Luta, Balanço dos Trabalhos de Direção (2006-2010), e Eleição da Coordenação Nacional da UJC. Através da Tribuna de Debates no site da UJC, das reuniões dos núcleos, plenárias e congressos estaduais a militância da Juventude Comunista terá a possibilidade de enriquecer o acúmulo e a análise da organização.
Fundada no dia primeiro de agosto de 1927, a União da Juventude Comunista – UJC, ira completar, em agosto de 2010, 83 anos, estando sempre ao lado da juventude brasileira na luta pelo socialismo. A UJC é a expressão política e organizativa do Partido Comunista Brasileiro – PCB junto à juventude. Nossa história se converge com a história de luta, erros e acertos, vitórias e derrotas do PCB. A UJC vivenciou boa parte de sua trajetória na ilegalidade ou semi-legalidade, formando novos quadros e militantes para o PCB e para luta da juventude pelo socialismo, na perspectiva do comunismo. Co-fundadora da Federação Mundial das Juventudes Democráticas – FMJD, a UJC tem como referência o internacionalismo proletário e pratica a solidariedade internacional.
A fase mais recente da UJC é marcada pelo processo de reorganização nacional, iniciado no Congresso Nacional de Reorganização, realizado na cidade de Belo Horizonte, em 2006. De lá para cá, houveram avanços, acertos e desacertos na construção da organização. Novos militantes se tornaram membros ativos de nossa organização, alguns abandonaram a luta e muitos outros estão se aproximando da UJC somando forças na construção de um instrumento revolucionário da juventude brasileira. Com unidade, a UJC, esta dando mais um passo firme na organização dos jovens comunistas no Brasil.
As teses ao V Congresso Nacional da UJC é um documento base que nos serve como ponto de partida para o debate que objetiva a formulação de uma política de atuação capaz de elevar o patamar de luta da juventude brasileira rumo ao socialismo.
Viva o V Congresso Nacional da UJC!
Viva a União da Juventude Comunista!
Túlio Lopes – Secretário Geral da UJC – Brasil
JOSÉ MONTENEGRO DE LIMA
(1948-1975): Natural do Ceará, militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB. Estudante e membro da diretoria da União Nacional dos Estudantes Técnicos Industriais (UNETI). Montenegro continuou tendo vida legal logo após 1964, mas não deixou de ser perseguido. Foi indiciado no IPM da UNE, que envolveu mais de mil estudantes. Nos anos mais duros da ditadura, em especial a partir de 1969, Montenegro viveu clandestinamente, única forma encontrada de manifestar sua oposição ao regime de opressão.Foi preso em 29 de setembro de 1975 em sua residência no bairro da Bela Vista (SP) por quatro agentes policiais e teve como testemunhas alguns de seus vizinhos (…) Posteriormente, Genivaldo Matias da Silva, em interrogatório judicial, assegurou ter visto José detido nas dependências do DOI-CODI/SP. (Brasil nunca mais)
Fonte: http://www.ujc.org.br
Periódico da União da Juventude Comunista – UJC/Brasil em Cuba
Juventude do Partido Comunista Brasileiro – PCB



