Periódico da União da Juventude Comunista – UJC/Brasil em Cuba

Juventude do Partido Comunista Brasileiro – PCB

Avante – VIII (arquivo em “pdf”)

Periódico da União da Juventude Comunista – UJC/Brasil em Cuba
Juventude do Partido Comunista Brasileiro – PCB

Avante – VII (arquivo em “pdf”)

ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO!

Na noite de quinta (28/01) para sexta (29/01), três lutadores do povo tiveram sua liberdade cassada no sul do Estado de Santa Catarina, na cidade de Imbituba. Um mandado de prisão, até o início da noite de sexta, ainda estava para ser cumprido contra um quarto companheiro.

O Partido Comunista Brasileiro presta sua total solidariedade militante aos quatro companheiros perseguidos e presos arbitrariamente pela Polícia Militar do Estado em ação organizada pelo Ministério Público do Estado, sob ordens do reacionário e conservador juiz Welton Rubenich, sob a absurda e infame alegação de “formação de quadrilha”.

O documento que abre o processo é explícito ao destilar todo seu rancor contra o povo, classificando as reuniões promovidas pelos companheiros de “prática odiosa”, quando odioso é o cerceamento dos direitos constitucionais de liberdade de reunião e de expressão, relembrando as práticas dos tempos sombrios da Ditadura Militar.

É repugnante saber que uma mulher grávida (gravidez de risco, ainda) é cercada em sua casa e “convidada” a se entregar à polícia sob a alcunha de criminosa, apenas por lutar pelos seus direitos.

Mais do que nunca, os comunistas do PCB apóiam irrestritamente a luta do MST pela abolição da exploração capitalista e a propriedade privada no campo, sublinhando que crime é o latifúndio. Se lutar por direitos como o acesso a terra, a moradia e ao trabalho é um crime, então resta-nos preparar a resistência e fortalecer as lutas contra um Estado que reprime os lutadores do povo enquanto mantém livres os lacaios capitalistas que exploram os trabalhadores da cidade e do campo.

Resta-nos claro que esta ação não é descontextualizada, mas faz parte de todo processo fascista de criminalização dos movimento sociais, que em Santa Catarina, caminha e prospera com a perseguição a livre associação. A ação das últimas horas lembra também a política de Bush pós o 11 de setembro, como muito bem observado em nota divulgada pelo MST.

Pela imediata reparação da arbitrariedade cometida pelas forças da repressão!

Abaixo a criminalização dos lutadores do povo!

Liberadade imediato aos presos políticos do governo LHS!

Crime é a exploração do capital e o latifúndio!

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB/SC, 29 de janeiro de 2010.

REFORMA OU REVOLUÇÃO?

O papel das Juventudes Comunistas na luta pelo Socialismo na América Latina

Local:
Clube de Cultura

Rua Ramiro Barcellos,
1853, Porto Alegre

Data:
28/01 – quinta-feira

Horário:
18hs

UJC – UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA
www.ujc.org.br

Acesse o cartaz em PDF


Universidade Popular: um debate estratégico

Universidade Popular: um debate estratégico

Local:
Acampamento da juventude

Data
27/01, quarta-feira, 16hs

Organização:
DCE-UFG e UJC

Acesse o cartaz em PDF

COMUNICADO 001 – V Congresso Nacional da União da Juventude Comunista – Brasil

COMUNICADO 001 – OUTUBRO DE 2009

NORMATIZAÇÕES:

Artigo 1° – O V Congresso da União da Juventude Comunista foi convocado para a data de 02, 03 e 04 de Abril do ano de 2010 na cidade de Goiânia na Unidade da Federação de Goiás.

Artigo 2° – As conferências Estaduais deverão ser realizadas no período compreendido entre 02 de Fevereiro e 21 de Março.

Parágrafo um – Os relatórios assim como as listas das delegações devem ser encaminhados ao Secretariado Nacional da UJC (Secretária Geral, Secretária de Organização e Secretária de Finanças – através do email ujc.brasil@pcb.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email )

Parágrafo dois – Somente serão aceitos delegados os militantes devidamente cadastrados através do cadastro nacional de organização, que esta sendo encaminhado pela Coordenação Nacional e realizado pelas coordenações estaduais.

Artigo 3° – As conferências estaduais serão convocadas com antecedência mínima de 30 dias através de ampla divulgação ao coletivo de militantes, a coordenação nacional através do secretariado pelo e-mail já citado e ao comitê regional do PCB respectivamente.

Artigo 4° – É de responsabilidade das coordenações estaduais ou comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) a organização das conferências estaduais, formação das comissões eleitorais, comissões de sistematização e mesa diretora para os processos estaduais de conferências.

Parágrafo um – são competências das comissões e mesa:

Comissão eleitoral: apresentar as propostas de nominatas de delegados ao congresso nacional e de direção, colher as propostas do plenário e apresentar em momento determinado a leitura das propostas para a aprovação ou modificação do plenário;

Comissão de Sistematização: sistematizar os relatórios das conferencias anteriores e dos relatórios dos grupos de debates, apresentarem ao plenário às propostas de modificação a tese através do relatório final. Coordenar as votações referentes às modificações das teses. No caso das comissões de sistematizações estaduais, encaminhar junto com o relatório final das conferências estaduais as modificações encaminhadas a tese a comissão de sistematização nacional.

Mesa diretora: conduzir as conferências e as votações assina a relatoria final junto com a comissão de sistematização.

Parágrafo dois – O processo de debates e deliberações sobre a tese nacional será construído de forma unitária a nível nacional, onde as conferencias estaduais se integrarão ao debate através de suas relatorias.

Parágrafo três – As conferências Estaduais são auto-cessantes, ou seja, os militantes eleitos delegados ao congresso nacional não possuem centralismo com as decisões tomadas nas instancias estaduais, nem devem atuar como bancadas federadas, mas sim integrarem ao processo como delegados constituídos e suplentes da organização como um todo.

Artigo 5° – As conferências estaduais votarão um relatório final apresentado pelas suas respectivas comissões de sistematizações, o qual conterá um posicionamento sobre as teses.

Artigo 6° – Das pautas das conferências estaduais, obrigatoriamente deve constar pelo menos os seguintes pontos:

1 – Grupo de debates e deliberações em plenária sobre as teses apresentadas ao processo congressual;

2 – Balanço das atividades da UJC em instâncias estaduais;

3 – Eleição de delegados ao Congresso nacional e seus suplentes;

4 – fixação do n° de membros das comissões estaduais e sua eleição.

Artigo 7° – O processo de eleição de delegados nas conferências estaduais obedecerá o seguinte critério de participação 1 delegado para cada 4 militantes cadastrado no estado;

Parágrafo um – serão eleitos suplentes na proporção de 1 para cada delegados eleito no processo de conferências.

Parágrafo dois – a comprovação do número de participantes no processo congressual será feita através de um cadastramento unificado nacional feito em parceria pela Coordenação nacional e pelas Coordenação Estaduais. Cabendo as coordenações estaduais e as comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) apresentarem a coordenação nacional no corpo político do secretariado nacional através do email apresentado nesta normatização os cadastros de militantes nos estados até a data de 31 de Janeiro de 2010.

Parágrafo três – não serão considerados aptos a delegados os militantes que vierem a se cadastrarem na UJC no período posterior a data final, podendo somente participar na condição de convidado.

Parágrafo quatro – A condição de convidado deverá ser solicitada pelas coordenações estaduais e as comissões estaduais provisórias (devidamente reconhecidas) até a data de 31 de janeiro de 2010, sendo submetida a coordenação nacional a aprovação ou não.

Artigo 8° – Cabe as coordenações estaduais devidamente eleitas no processo de conferências encaminhar a lista de delegados ao secretariado nacional da UJC até a data de 21 de março de 2010, acompanhada das respectivas atas das mesas, bem como os relatórios sobre as teses.

Parágrafo um – Sobre a eleição da Coordenação Estadual e Nacional da UJC:

1 – As instâncias dirigentes se dissolverão na abertura das Conferências Estaduais e do Congresso Nacional.

2 – serão encaminhadas as conferências estaduais as propostas em formato de nominatas de direção que devem ser aprovadas sem prejuízo de destaque.

3 – será apresentada ao plenário do congresso nacional da UJC a proposta em formato de nominata elaborada pela coordenação nacional cessante e enriquecida pela consulta feita pela comissão eleitoral aos delegados ao congresso e votadas sem prejuízo de destaque.

Parágrafo dois – a proposta de nominata deve ser apresentada para consulta antes de ser levada ao plenário para as respectivas direções do PCB, assim cada proposta de nominata estadual deve ser apresentada ao assistente de juventude do PCB do respectivo estado e assim em todas as instâncias.

Artigo 9° – A Conferência Estadual fará ata contendo:

1 – assinatura dos Participantes da mesa diretora;

2 – Local e data;

3 – Todas as decisões tomadas em plenário;

4 – Relação nominal completa dos delegados e suplentes (numerados) eleitos para o Congresso Nacional;

5 – composição eleita da Coordenação Estadual;

6 – Assinatura, ao final, do presidente e dos secretários dos trabalhos (Presidente das Comissões eleitoral, sistematização e mesa diretora)

Artigo 10° – A Coordenação Nacional da UJC estipula a taxa de R$10,00 de inscrição de delegados e suplentes para ser paga pelas coordenações estaduais e de R$ 20,00 para os delegados e suplentes do Estado de Goiás.

Artigo 11º – Todas as dúvidas que resultem da aplicação da presente normatização serão resolvidas pela Coordenação Nacional da UJC, através da apresentação de novos comunicados.

COORDENAÇÃO NACIONAL DA UJC – RIO DE JANEIRO, OUTUBRO DE 2009
FONTE: http://ujcriodejaneiro.blogspot.com/2010/01/v-congresso-nacional-da-ujc.html

51 anos de Revolução Cubana: socialismo é humanidade

*Base do PCB em Cuba
(estudantes brasileiros)

O primeiro dia de cada novo ano é muito mais que o reveillon para um rebelde povo. Foi num dia como este, há 51 anos, que o heróico povo cubano livrou-se definitivamente das garras da grande águia do norte e iniciou seu próprio caminho de soberania, liberdade e justiça. O triunfo da revolução cubana é o culminar de quase 100 anos de incansáveis batalhas e sacrifícios das massas e seus verdadeiros heróis.

A cada novo ano de resistência socialista, o processo cubano nos enche de esperança revolucionária, com inquestionável exemplo de que os povos oprimidos do mundo podem escolher um caminho alternativo ao domínio imperialista e à exploração do capitalismo. Essa esperança torna-se ainda mais concreta se buscamos compreender a história deste processo, real e presente, que se forjou em um movimento de gerações revolucionárias. Façamos assim, um breve resgate histórico, que além de uma singela homenagem ao povo cubano é também um legado para o nosso próprio caminho revolucionário.

Recordemos que Cuba constituiu-se como colônia espanhola no século XVI e, desde então, sua economia foi baseada no trabalho do escravo negro e na produção açucareira. A partir de meados do século XIX acentuaram-se as contradições entre a metrópole e as elites crioulas locais, em virtude das crises econômicas mundiais de 1857 e 1866, da baixa nos preços do açúcar e da decadência do império espanhol. Tais contradições culminaram nas guerras de libertação nacional: a “Guerra dos 10 anos” (1868-1878), liderada por Carlos Manuel de Céspedes, e a Guerra de Independência (1895-1898), na qual surge o líder José Martí, um homem muito à frente de sua época, cujas idéias patriotas e humanistas, somadas a sua exemplar prática como revolucionário, o consagraram herói nacional de Cuba. Desde a guerra de independência Martí já alertava o perigo que vinha da América do Norte, em um chamado ao povo cubano pela sua real libertação.

Durante esse processo, o incipiente movimento das massas de trabalhadores, ainda com precárias formas de organização e politicamente pouco ativas, não pode fazer contraponto à força das classes senhoriais. Os chamados criollos não conduziram as lutas de libertação do domínio espanhol para uma revolução política contra ordem existente, temendo que o controle político militar do movimento se deslocasse para os grupos sociais identificados com a pressão popular por revolução democrática. Assim, as forças do movimento de libertação nacional foram canalizadas para uma “revolução dentro da ordem” que, assegurando a permanência das oligarquias, estabeleceu entre elas e os EUA um pacto que permitiu ir até o fundo a “modernização da colonização indireta”, através da incorporação financeira e comercial de Cuba aos EUA. Em 10 de dezembro de 1898, com a assinatura do Tratado de Paris entre EUA e Espanha, Cuba deixou de ser colônia espanhola para estar subordinada ao imperialismo ianque. Em 1o de janeiro de 1899 foi oficializada a ocupação militar estadunidense em Cuba. No ano de 1901, a Emenda Platt foi adicionada à Constituição cubana, permitindo a intervenção estadunidense em caso de segurança nacional. Foi através de tal emenda, que os EUA criaram a base militar de Guantanamo, existente até hoje, mesmo com a abolição da Emenda Platt em 1934. Dessa maneira a burguesia internacional fincou suas garras em Cuba, realizando em 1902 a expropriação de terras dos camponeses por empresas como American Tobacco Company, Cuban American Sugar e a United Fruit Company.

O despertar cubano, ainda que sob a frustração do sonho patriótico, serviu como experiência para as lutas que se travariam nas décadas seguintes, sendo agora o crescente imperialismo dos EUA o principal inimigo, assim como já deixava claro José Martí.

No inicio do século XX se organiza o movimento operário em Cuba, bem como o movimento estudantil, influenciados pelas conquistas da Revolução de Outubro, a Revolução Mexicana, e as reformas universitárias ocorridas em diversos países da América (como Argentina, Chile e Peru). São constantes greves obreiras e estudantis no país. Em 1904, Carlos Baliño (que fundou junto com Marti o Partido Revolucionário Cubano), fundou o Partido Socialista Obreiro, que se converteu em Partido Socialista de Cuba. Em 1923 foi fundada a Federação Estudantil Universitária, por Julio Antonio Mella, que em 1925, junto a Baliño, fundou o Partido Socialista Popular (equivalente ao primeiro Partido Comunista de Cuba). Em 1939 foi fundada a Confederação de Trabalhadores Cubanos.

A necessidade da luta antiimperialista volta com vigor no processo revolucionário iniciado em 1933, desencadeado pelos efeitos da crise do capital de 1929. A organização dos movimentos de massa, especialmente do movimento operário e estudantil, culminou com a derrocada do ditador Geraldo Machado e a instituição do chamado “Governo dos 100 dias” que foi duramente reprimido pelas forças Ianques. Tal movimento evidenciou o papel contra revolucionário da burguesia nacional e dos latifundiários, dependentes e associados aos interesses do Império.

No contexto pós II Guerra Mundial acirraram-se as contradições e a miséria no país, configurando marcadamente fortes condições objetivas para a retomada do processo revolucionário. Diante do crescimento do movimento de massas e da possibilidade de uma vitória eleitoral do partido ortodoxo (com ideais patrióticos e democráticos), em 1952 Fulgencio Batista aplicou um golpe de Estado, novamente com amplo apoio das forças militares do norte.

As massas populares se opuseram à ditadura e sua atividade cresceu na mesma proporção ao agravamento da situação do país. O movimento operário foi ilegalizado, sendo a luta contra a ditadura organizada dentro dos sindicatos clandestinos, com orientação do Partido Socialista Popular.

Nesse processo desempenhou um papel determinante a vanguarda revolucionária que dirigiria as atividades das massas no sentido de terminar as tarefas iniciadas nas lutas contra o colonialismo espanhol e nos combates da geração de 1930. Fidel e Raúl Castro, Melba Hernandez, Haydeé e Abel Santamaría, junto a outros 117 jovens mártires, organizaram os corajosos ataques ao Quartel Moncada e ao Quartel Carlos Manuel de Céspedes, inaugurando uma nova fase na luta revolucionária cubana, em que a guerra civil oculta passava a ser aberta e a luta armada a forma fundamental de enfrentamento ao regime.

O ataque ao quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, teria como objetivo obter armas, dar a conhecer o movimento revolucionário que surgia e incorporar as grandes massas populares. O fracasso militar do assalto levou os revolucionários sobreviventes à prisão e à organização do Movimento 26 de Julho (M-26-7). Na cadeia, os revolucionários trataram de preparar-se teoricamente, ao mesmo tempo em que conduziam a organização e fortalecimento do movimento através da campanha de anistia. É neste contexto que Fidel escreve sua magistral defesa que anunciava os princípios norteadores da revolução cubana: “A historia me absolverá”.

Após sua saída da prisão, em 1955 os revolucionários são perseguidos e ameaçados. Fidel se exila no México e desde aí busca nos exilados cubanos o financiamento para o preparo militar do M-26-7, que seguiu se articulando e crescendo na ilha, com grande inserção no meio estudantil e operário. No México, Fidel conhece Ernesto Guevara, que passa a ser conhecido como Che. Em 2 de dezembro de 1956, desembarcam 82 revolucionários em Cuba, depois de uma longa viagem desde o México a bordo do Iate Granma, entre eles Fidel, Raúl y Che. Esses, apoiados pelo forte movimento construído em solo cubano, iniciam o braço armado guerrilheiro na Sierra Maestra.

O M-26-7 unificou os combatentes do Diretório Revolucionário 13 de março, de José Antonio Echeverría, e o Partido Socialista Popular, de Blas Roca, em torno da estratégia revolucionária de libertação nacional, cuja luta antiimperialista constituiu um elemento central. O objetivo foi buscar, através da revolução nacional, a instauração da democracia, da soberania popular e um desenvolvimento independente. Palavras de ordem que de início serviam tanto ao proletariado como a setores da burguesia nacional, mas que forjaram as bases para um direcionamento socialista da revolução à medida que a organização das classes oprimidas ganhou espaço. Da unidade entre o M-26-7, o Diretório Revolucionário e o PSP surgiu o equivalente social e político do partido revolucionário, que abriu o caminho para a revolução das massas exploradas.

Com o triunfo da revolução em 1o de janeiro de 1959 os representantes das oligarquias e o imperialismo foram varridos do governo revolucionário recém instaurado. A radicalização do processo revolucionário cubano significou não apenas a criação do primeiro Estado socialista da América Latina, mas também a esperança e o exemplo dos povos oprimidos deste continente.

O dia 1o de janeiro foi apenas o inicio das vitórias contra o imperialismo e exploração do povo cubano. Neste mesmo ano, o governo revolucionário iniciou a nacionalização de empresas pertencentes ao grande capital internacional, entre estas 36 indústrias açucareiras, que dominavam 40% da produção de açúcar do país. Realizou-se também a primeira Reforma Agrária, que distribuiu 50% das terras cubanas a cerca de 600 mil famílias. Nacionalizaram-se a saúde e a educação. Em 22 de dezembro de 1961, graças ao trabalho de mais de 100 mil jovens, professores e trabalhadores, Cuba se tornou o primeiro país da América livre de analfabetismo. Nesse mesmo ano Fidel Castro profere seu inesquecível discurso declarando a Revolução Cubana de caráter socialista.

Do triunfo revolucionário aos dias atuais

A medida que avançavam as conquistas do heróico povo cubano, crescia também a contra-ofensiva do império. Ainda em 1961 a CIA financia e organiza o ataque de 1200 mercenários a Playa Girón, derrotados pelo povo combatente. Foi então que para organizar o povo cubano e defender suas conquistas foram criados os Comitês de Defesa da Revolução – CDR, possibilitando a construção do socialismo e da democracia popular em cada bairro. Depois desse, vieram muitos outros ataques, como a explosão de uma avião em 1976 que matou 73 pessoas, cujo autor, Juan Posadas Carrilles, segue livre sob proteção ianque.

Além dos ataques terroristas, em 1962 EUA expulsam Cuba da Organização dos Estados Americanos, OEA, e declara o bloqueio econômico à Ilha, buscando impedir que outros países comercializem ou desenvolvam qualquer tipo de relação com este país. Com o bloqueio genocida, Cuba estreita suas relações com a União Soviética, através de acordos comerciais, militares e de solidariedade. Também nesse período, em 1965, concluiu-se o processo de unificação dos grupos revolucionários em um único partido. Dessa forma se constituiu o Partido Comunista de Cuba, de caráter marxista-leninista, com Fidel Castro como Secretário Geral.

Os feitos da revolução cubana seguiram impressionando nos anos seguintes. Em poucos anos Cuba desenvolve-se como potência científica em diversas áreas, como a medicina e a farmacologia. Torna-se o país com maior expectativa de vida e menor mortalidade infantil das Américas, números comparáveis aos mais desenvolvidos países europeus. Desenvolve-se no âmbito dos esportes e cultural, sendo, por exemplo, o país de todo mundo com o maior percentual de escritores per capita, mostra do nível intelectual alcançado pelo povo durante o socialismo. Nas artes plásticas, na dança, na música, no cinema e no teatro a revolução deixou também sua marca: um povo culto é um povo livre, parafraseando José Martí.

O socialismo cubano também não acabou em si mesmo. Os cubanos deixaram marcas de emancipação em diversos países. Na África, para exemplificar, contribuíram com os esforços para a libertação nacional de várias nações, como Angola, Etiópia, Congo e Moçambique, sendo sua participação fundamental para o fim do regime Apartheid na África do Sul.

Na década de 80, os acordos com o campo socialista passaram a responder por 85% do intercâmbio de mercadorias realizado por Cuba. Na década de 90, com a desintegração da URSS e do socialismo no leste europeu, teve inicio uma das épocas mais difíceis da história do aguerrido povo cubano: o período especial.

No primeiro ano após a dissolução do campo socialista do leste europeu e da União Soviética, o produto interno bruto decaiu 33%. A questão energética foi uma das mais prejudicadas, colapsando o transporte. Um exemplo do caos gerado foram as muitas safras de alimentos que apodreceram no campo, já que sem combustível para o transporte não podiam ser deslocadas às cidades. Faltavam alimentos, remédios e outros produtos essenciais. Nesse contexto, o cruel bloqueio imperialista tornou-se ainda mais perverso.

Mesmo com tamanhas dificuldades, em pleno período especial, o povo cubano ratifica sua vontade de seguir construindo o socialismo em plebiscito nacional, com mais de 90% dos votos e uma participação de quase 100% da população. Talvez, por tão heróica resistência e convicção do rumo escolhido, que Fidel considera o Período Especial “o mais glorioso dos 50 anos da Revolução Cubana”. Nessa etapa as idéias criativas para superar as dificuldades foram muitas, como o desenvolvimento de um efetivo programa de agricultura urbana, referência mundial, que hoje emprega cerca de 400 mil cubanos e produz alimentos para milhões.

Em contraponto, o período especial gerou também uma série de novas contradições cujas soluções tornaram-se, atualmente, os principais desafios para o avanço do socialismo em Cuba. Para reverter o processo de carência e dependência econômica criaram-se diversas empresas mistas (parcerias entre o Estado – sócio majoritário – e empresas capitalistas), com a finalidade de aumentar e diversificar a produção agrícola e industrial. Para incrementar a arrecadação do Estado, Cuba foi obrigada a abrir-se ao predatório turismo internacional.

Com tais medidas, Cuba pôde evitar a ofensiva da contra-revolução capitalista e manter as mais importantes conquistas da revolução. No entanto, este longo período de dificuldades materiais foi bastante marcante na determinação da consciência social. Um grande contingente de cubanos deixou o país durante os anos do período especial, e problemas como a prostituição, o mercado negro e a corrupção, tornaram-se presentes. As desigualdades internas foram intensificadas, especialmente quanto à valoração do trabalho: um trabalhador do turismo, um taxista particular, alguém que recebe dinheiro de um familiar no exterior ou que aluga um quarto para estrangeiros têm maiores possibilidades de consumo que um exemplar operário, um médico ou um reconhecido professor universitário.

Essas contradições têm sido os maiores desafios do Estado cubano, do Partido Comunista e das organizações de massa do povo. A fim de avançar na superação delas, o governo revolucionário tem proposto à população uma série de reformas – cabe ressaltar que elas têm um caráter absolutamente distinto das contra-reformas que vem sendo aplicadas no Brasil. Uma delas trata da legislação trabalhista e objetiva aumentar a produtividade industrial e a agilidade dos serviços, por meio de incentivos materiais aos trabalhadores mais dedicados e comprometidos com a revolução. Tal medida vem no sentido de reafirmar o principio socialista de “receber de acordo com seu próprio trabalho e esforço”, rumando assim no sentido de diminuir a burocratização dos serviços e a corrupção, que estagnam a produção. Outra importante medida adotada recentemente é a distribuição das terras ociosas do Estado aos pequenos agricultores e a garantia de condições para produzir, com o objetivo de aproximar Cuba da soberania alimentar.

Mesmo com tantas dificuldades, Cuba segue sendo vanguarda no que se refere à solidariedade internacional. Atualmente estudam em Cuba cerca de 50 mil estrangeiros, dos mais diversos cursos universitárias, sendo a maioria medicina. Além disso, são bastante conhecidas as missões cubanas de solidariedade na área de saúde e educação, hoje presentes em mais de 70 países, em especial nos que estão em guerra ou que sofrem de catástrofes naturais. Somente na Venezuela são mais de 35 mil cubanos, entre médicos, profissionais da saúde e educadores. Outro relevante exemplo do internacionalismo do socialismo cubano é o projeto Escola Latino Americana de Medicina – ELAM, idealizado pelo Comandante Fidel Castro em um momento em que toda a América Central havia sido assolada por três furacões. Este ano o projeto comemorou 10 anos de existência, com uma grande quantidade de médicos atuando em toda a América Latina, incluindo, por exemplo, a fundação de hospitais populares. Atualmente, cerca de mil brasileiros estudam em Cuba.

Ainda assim os ataques imperialistas não cessam. O assassino bloqueio segue vigente, mesmo com as sucessivas votações contrárias nas assembléias da ONU, em que apenas 3 nações do mundo se mantêm favoráveis a sua continuidade. Os prejuízos para Cuba são incalculáveis: em apenas 8 horas de bloqueio o governo cubano poderia reparar cerca de 40 creches ou em 1 dia comprar 139 ônibus de transporte urbano. O caso dos cinco heróis cubanos é outro exemplo da desumanidade que impõe o monstro do norte – como definia Simon Bolívar – presos por lutar contra o terrorismo dos EUA.

Muitos insistem em deturpar o caminho escolhido pelo povo cubano, mas os fatos não escondem a verdade: em 51 anos o socialismo humanizou a sociedade cubana. Cuba é o único país das Américas em que a violência, tão crescente no Brasil, é insignificante. Havana, uma capital com quase 3 milhões de habitantes, é tão tranqüila quanto uma pacata cidade do interior, em que assassinatos e seqüestros ficam restritos aos romances policiais. Cuba é um país que trabalha cotidianamente para superar a desigualdade de direitos entre os gêneros, para superar o racismo, a discriminação e tantas formas de opressão, tão enraizadas em nossas sociedades. Outros não cansam de afirmar que a Revolução Cubana é coisa do passado e que o socialismo morreu junto com a URSS. Para esses respondemos que não somente é presente o socialismo em Cuba, mas que vem fortalecendo seus princípios e ideais à medida que avançam os processos revolucionários na América Latina. Em contrapartida, processos como o venezuelano e o boliviano, sem a Revolução Cubana provavelmente não existiriam e o caminho da barbárie a que conduz o capitalismo aparentaria ser a única via para a humanidade. Cuba e o socialismo nos permitem seguir sonhando com a utopia de um mundo humano, no mesmo sentido em que dedicaram suas vidas tantos mártires nesses 51 anos de revolução. Por eles e pelas gerações futuras o povo cubano jamais abandonará as trincheiras conquistadas.

*Base do PCB em Cuba.

La Habana, 31 de dezembro de 2009.

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UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA

Fundada em 1º de agosto de 1927

http://uniaodajuventudecomunista.blogspot.com

NOTA POLÍTICA DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA – BRASIL

A Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista – UJC apresenta para a juventude brasileira, para o conjunto de sua militância, simpatizantes, amigos e aliados uma análise sobre a conjuntura e as lutas da juventude e aponta os eixos de atuação política da UJC para os seis próximos meses que antecedem o V Congresso Nacional da UJC – BRASIL.

A crise continua!

Os impactos da Crise Econômica Mundial acarretam para os trabalhadores e a juventude a perca de direitos, desemprego e o aumento da violência. A Crise continua! E cada vez mais é sentida com o aumento do número de pessoas que passam fome no mundo. Obama segue os planos de Bush dando continuidade a invasão militar dos Estados Unidos e aliados no Iraque e no Afeganistão, ameaçando uma Guerra na península Coreana e no Irã, além de manter o apoio a Israel inviabilizando a criação de um Estado Palestino. Promovendo a guerra em larga escala ainda foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, quem sabe isso o tenha incentivado a enviar mais 30 mil soldados ianques para o Afeganistão para “pacificar” as lutas da resistência.

Como ressalta a Declaração Política do XIVº Congresso do PCB: “A crise demonstra de maneira cristalina a necessidade de os povos se contraporem à barbárie capitalista e buscarem alternativas para a construção de uma nova sociabilidade humana. Em todo o mundo, com destaque para a América Latina, os povos vêm resistindo e buscando construir projetos alternativos baseados na mobilização popular, procurando seguir o exemplo de luta da heróica Cuba, que ficará na história como um marco da resistência de um povo contra o imperialismo”.

Na América Latina, verifica-se uma crescente rejeição, por parte dos partidos de esquerda, das organizações dos trabalhadores, da juventude, dos movimentos sociais e populares, dos governos da Venezuela, do Equador, de Cuba Socialista e da Bolívia, ao projeto de Álvaro Uribe de favorecer a ampliação das bases militares dos Estados Unidos na Colômbia. Somadas a reativação da Quarta-Frota militar no Atlântico Sul e ao repleto histórico de intervenções políticas e militares na região, as bases militares podem cumprir o papel de fomentar um conflito armado na região ameaçando os países que hoje se contrapõem aos ditames de Washington como Cuba, Equador, Bolívia e Venezuela. A defesa estratégica do Pré-sal, da Amazônia e do Aquífero Guarani faz parte da luta contra o imperialismo.

O golpe militar em Honduras que culminou na deposição do presidente Manuel Zelaya foi uma clara ação contra a construção da Alternativa Bolivariana para os povos da Nossa América (ALBA). A UJC parabeniza e presta apoio militante a iniciativas concretas de solidariedade internacionalista como a da Casa da América Latina que colaboram para a concretização de ações efetivas junto aos movimentos sociais e populares, partidos e organizações políticas hondurenhas com o objetivo de denunciar e colaborar para a retomada do mandato do presidente Manuel Zelaya e a realização de uma constituinte naquele país.

Nossa resposta é a luta!

Uma pauta importante que se apresenta para os trabalhadores e a juventude do Brasil é o debate político sobre o PRÉ-SAL. Os petroleiros em conjunto com os movimentos sociais e populares e a juventude constroem a nível nacional a campanha O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO! A UJC convoca a juventude brasileira a participar dessa importante campanha nacional envolvendo suas entidades, associações e organizações na construção dos Comitês, ações e mobilizações da campanha. Continuamos firme na denuncia dos leilões criminosos promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (Presidida pelo PcdoB) que fatia e vende as riquezas petrolíferas para a iniciativa privada. Defendemos a realização de um plebiscito para termos uma nova Lei do Petróleo que extinga a ANP, acabe com os leilões das bacias petrolíferas, retome o monopólio estatal do petróleo e aponte para a Reestatização da Petrobrás sob o controle dos trabalhadores. Somente desta forma podemos preservar a soberania nacional e assegurar que os extraordinários recursos financeiros que serão gerados pelo pré-sal sejam usados para a solução dos graves problemas sociais brasileiros e não para fortalecer o imperialismo e dar mais lucros ao grande capital.

A crescente criminalização dos movimentos sociais e os assassinatos de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST são ações preocupantes que devem ser respondidas com o reforço nas ações de solidariedade e apoio militante ao MST. Entendemos que essa ofensiva contra o conjunto dos movimentos sociais, intensificada na criminalização do MST, é nitidamente uma iniciativa dos setores políticos mais conservadores do país, que hoje fazem parte inclusive do Governo Lula.

A UJC vem participando das mobilizações unitárias em conjunto com o PCB e a INTERSINDICAL que estão ocorrendo no Brasil defendendo que os ricos paguem pela CRI$E. Mas também denunciamos aqueles que sob a bandeira da unidade tentam conduzir os movimentos sociais, sindicais e de juventudes ao pacto social, agora “justificado” pela crise. A UJC fortalecerá as ações unitárias, mas buscará construir agendas próprias ou integrando campos progressistas, que identificam na crise questões inerentes do capitalismo. No Brasil defendemos a construção de uma FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTIIMPERIALISTA, na perspectiva da formação de um Bloco Revolucionário do Proletariado que aglutine forças na luta pelo socialismo, que vá muito além de meras disputas eleitorais.

Seguimos lutando e criando!

A UJC retomou de forma regular sua participação junto a Federação Mundial das Juventudes Democráticas – FMJD fortalecendo a unidade das organizações de juventudes comunistas e revolucionárias no cenário internacional na luta contra o imperialismo e pelo socialismo. Além da participação no último Festival a UJC vem participando ativamente de reuniões, encontros e seminários da FMJD que ocorrem na América Latina.

Estivemos presentes no Conselho Geral da FMJD em Havana (CUBA) e na reunião regional da FMJD em Santiago (Chile) e vamos construir e participar do XVIIº Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes em 2010 alçando bem alto a bandeira do socialismo.

A UJC esta buscando estreitar cada vez mais seus laços de apoio e solidariedade com suas organizações amigas. O Congresso da Juventude Comunista da Venezuela – JCV realizado no final do mês de agosto do corrente ano sinalizou um importante acúmulo de experiências de lutas importantes para o conjunto das organizações de juventudes comunistas e da esquerda. Saudamos os 80 anos de fundação da Juventude Comunista do Equador – JCE. Compreendemos a importância e o compromisso revolucionário desta organização para o avanço da luta pelo socialismo no Equador e no mundo. Em setembro estivemos novamente presentes no Congresso da Juventude Comunista Paraguaia – JCP, organização com a qual aprofundamos as relações de solidariedade e internacionalismo, avançando nas lutas conjuntas pela soberania energética do Paraguai e na luta contra o latifúndio em nossos países.

A juventude trabalhadora é uma parcela da classe trabalhadora que sofre diretamente com a precarização, o desemprego e outras mazelas do capitalismo. A UJC vem acumulando experiências de organização e luta na organização dos jovens trabalhadores. Seguimos construindo a INTERSINDICAL e impulsionaremos a campanha NENHUM DIREITO A MENOS! AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS! Entre a juventude trabalhadora. A Coordenação Nacional da UJC convoca seus militantes da Frente de Jovens Trabalhadores a garantir a participação na Plenária Nacional da INTERSINDICAL nos dias 28 e 29 de novembro em Santos-SP, onde iremos realizar uma reunião nacional dos jovens trabalhadores ligados a UJC.

A UJC convoca seus militantes, amigos e simpatizantes a participação no processo de mobilização para a construção de um Seminário Nacional de Reorganização do Movimento Estudantil Secundarista durante o 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. A UBES que se destacou nos anos 90 na campanha pelo Fora Collor hoje atua em parceria com o ex-presidente na defesa das políticas compensatórias e focalizadas do governo Lula. Vamos participar do próximo congresso da UBES organizando os estudantes secundaristas e suas entidades de base (Grêmios) em cada estabelecimento de ensino com o objetivo de retomar o importante papel de mobilização e luta do movimento estudantil secundarista brasileiro. Movimento Estudantil Universitário

A destacada atuação unitária das Juventudes Comunistas do Fórum de Unidade dos Comunistas durante o último congresso da União Nacional dos Estudantes através da chapa POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR marcou um passo importante no rumo de uma proposta de reorganização da UNE e da construção de um bloco no movimento estudantil brasileiro que prioriza o debate estratégico da construção da Universidade Popular em detrimento da disputa por cargos na direção da UNE e da opção por construir entidades paralelas. Não compartilhamos da visão idealista de que o movimento estudantil, em forte crise, será reorganizado por cima, através de criação de novas entidades, mas sim através de uma forte mobilização envolvendo o conjunto dos estudantes, em torno de propostas e programas claros de uma reestruturação do ME.

A União da Juventude Comunista vem reforçando sua atuação política em importantes universidades do país. Nossa participação nos processos eleitorais das entidades estudantis e nos congressos estudantis das universidades, não é um fim em si mesmo e sim uma possibilidade de potencializarmos o papel de organização e luta dos estudantes a partir do fortalecimento de suas entidades. Para tal, nos processos eleitorais e congressos que participamos buscamos construir um campo político que se contraponha aos campos governistas e paute o debate estratégico da construção da Universidade Popular.

Na UFG vencemos novamente as eleições para a gestão do DCE, enfrentando o boicote patrocinado pelas correntes governistas e a postura sectária de um setor do movimento. CRIAR, CRIAR, A UNIVERSIDADE POPULAR! Foi a palavra de ordem cantada na última ocupação de reitoria.

Em São Paulo mantemos nossa participação na construção do DCE da UNIFESP e estimulamos a organização do Movimento pela base, nos cursos, através dos Centros e Diretórios Acadêmicos e do movimento estudantil de área. Fortalecemos nossa atuação no Movimento Estudantil de Área, contribuindo com formulações no tocante a temas relacionados a saúde pública. Na USP TODO CARNAVAL TEM SEU FIM! É o nome de nossa chapa composta por militantes da UJC e estudantes independentes. Desde a ocupação da reitoria em 2007 ampliamos e qualificamos nossa intervenção política. A USP vem sofrendo vários ataques do Governo de José Serra, as mobilizações dos professores, técnicos administrativos e estudantes cresceram nos últimos anos.

No estado de Minas Gerais apoiamos a mobilização dos trabalhadores da Universidade Estadual de Minas Gerais contra o Governo Aécio Neves e estamos nos preparando para uma disputa contra a juventude do PSDB nas eleições para o Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação – UEMG. Na UFMG após um processo eleitoral despolitizado e marcado por manobras políticas anti-democráticas que inviabilizaram nossa participação enquanto chapa e garantiu a vitória do campo governista,faz-se necessário a recomposição do campo de oposição a direção do DCE. Seguimos defendendo a realização de um Congresso dos Estudantes da UFMG para que neste congresso o movimento estudantil organizado possa construir uma plataforma de lutas pautada pela construção da UNIVERSIDADE POPULAR.

Na UERJ não participamos do processo eleitoral e denunciamos o acordo feito entre setores governistas com um setor da esquerda que constrói uma nova entidade. Retomamos nossa atuação na UERJ e somamos força na construção de um campo de oposição ao Governo de Sérgio Cabral.

Em Pernambuco participamos ativamente do Congresso dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) debatendo e combatendo posicionamentos anarcóides e pós-modernos que apontam para o fim das entidades estudantis. Na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) a cobrança de taxas é uma constante – seja na matrícula, no histórico escolar ou mesmo na expedição da 1º via do diploma de graduação. Enquanto militantes comunistas e defensores de um modelo educacional crítico e libertador, não aceitamos tal absurdo silenciosamente. É o nosso papel a organização dos estudantes para lutar contra as cobranças de taxas em universidades públicas e lutar pela construção de uma educação comprometida com as transformações necessárias e revolucionárias em nossa sociedade.

Na UFRGS, apoiamos a CHAPA 2 buscando manter o DCE na resistência aos ataques do Governo de Yeda Crusius a universidade e aos movimentos sociais. Na UFSM participamos da construção uma importante referência de esquerda no ME, que mesmo derrotada nas eleições para o DCE, politizou o debate e criou uma alternativa política de esquerda junto aos estudantes. Fortalecemos ainda nossa atuação na UFSC, denunciamos as manobras antidemocráticas feitas no Conselho de Entidades de Base e seguimos atuando em parceria com os movimentos sociais e pautando o debate estratégico da Universidade Popular.

A UJC esta retomando sua atuação no movimento de área fazendo o debate sobre as questões pertinentes a formação profissional na perspectiva da luta contra-hegemônica em relação ao capital. Participamos neste ano de vários encontros e buscaremos ampliar nossa participação nas executivas e federações de cursos, nos conselhos regionais e nacionais de entidades e no Fórum de Executiva e Federações de Cursos.

Os coletivos e núcleos de cultura da UJC estão desenvolvendo importantes atividades de cunho político e cultural pelo país. O Bloco Comuna que pariu! se prepara para sair novamente no carnaval do Rio de Janeiro, em Goiás o debate sobre Cultura Popular ganha cada vez mais fôlego, em Brasília a experiência do Teatro do Oprimido vem ampliando seus horizontes, Sábados vermelhos, Sexta Popular de Cultura e shows com bandas alternativas, são importantes experiências, que também levantam as bandeiras da União Juventude Comunista em diversos estados do país.

Ampliamos o núcleo da UJC em Cuba, denominado Carlos Marighela, que organiza estudantes brasileiros da Escola Latino-Americana de Medicina e da Escola Internacional Salvador Allende. Os jovens comunistas que estudam e vivem em Cuba, contribuem na construção do Socialismo na Ilha e nas lutas contra o Bloqueio e pela Liberdade dos 5 Heróis Cubanos.

Saudamos a realização do XIVº Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro – PCB, organização da qual surge a União da Juventude Comunista e a qual a UJC possui vínculos políticos-ideológicos inquebrantáveis. A reconstrução revolucionária do PCB é uma conquista para a juventude e classe trabalhadora do Brasil e do mundo e nesses marcos, a própria reorganização da UJC em 2005, foi e é uma parte importante.

Construir o V Congresso: tarefa dos jovens comunistas

A Coordenação Nacional da UJC convoca seus militantes a começarem desde já os preparativos para o V Congresso Nacional da União da Juventude Comunista que se realizará nos dias 02, 03 e 04 de abril de 2010, na cidade de Goiânia/GO. O reforço na construção política e material da organização, a participação nas lutas políticas da juventude brasileira e a atenção na consecução das tarefas e objetivos traçados são peças fundamentais na consolidação da UJC a nível nacional como organização da juventude comunista na luta pelo socialismo no Brasil e no mundo.

A UJC mais do que nunca escreve em suas bandeiras e flâmulas: Fomos, Somos e Seremos Comunistas.

Viva a União da Juventude Comunista!

Viva o V Congresso Nacional da UJC!

COORDENAÇÃO NACIONAL DA UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA

Rio de Janeiro – RJ – Brasil – Novembro de 2009

FONTE: http://uniaodajuventudecomunista.blogspot.com/2009/11/nota-politica-da-coordenacao-nacional.html

NOTA DE APOIO AO MMC/SC

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), através do Comitê Regional de Santa Catarina (CR/SC), expressa todo o apoio ao Movimento de Mulheres Camponesas em Santa Catarina (MMC/SC), frente à descabida rescisão da concessão de uso do terreno para a Associação Estadual de Mulheres Camponesas de Santa Catarina (AEM), por parte do prefeito João Rodrigues da cidade de Chapecó.

Toda solidariedade ao MMC/SC.

Partido Comunista Brasileiro – PCB.
Comitê Regional de Santa Catarina – CR/SC.

11 de Dezembro de 2009

Abaixo segue o informe do MMC/SC sobre a questão:

Informe do Movimento de Mulheres Camponesas em Santa Catarina – MMC/SC

PEDIDO DE SOLIDARIEDADE

No inicio dos anos 80, a região oeste, principalmente, o município de Chapecó, acompanhou a organização do Movimento de Mulheres Camponesas em Santa Catarina – MMC/SC, na época Movimento de Mulheres Agricultoras – MMA. Nesta trajetória de organização e busca de direitos, nós mulheres camponesas através de nosso Movimento assumimos nossa própria formação e qualificação profissional. Lutamos pelo reconhecimento de nossa profissão de trabalhadora rural, a documentação pessoal e profissional, os direitos previdenciários (auxilio acidente de trabalho, auxilio doença, auxilio reclusão, aposentadoria, salário maternidade), a construção de novas relações de gênero e pelo fim de todas as formas de discriminação e violência praticada contra as mulheres, ao mesmo tempo, em que nos articulamos com outros movimentos sociais, diferentes organizações, com as pastorais e sociedade em geral. Reivindicamos políticas agrícolas, crédito, preços justos dos produtos, buscando aliviar a difícil situação pela qual passa as mulheres e as famílias camponesas.

Passados mais de vinte anos de história de luta das mulheres camponesas em Santa Catarina, tendo em vista a abrangência do movimento e a importância da continuidade no processo de libertação das mulheres, bem como, sua contribuição para com a qualidade de vida e a saúde da população, principalmente, através do trabalho na agricultura agroecológica, o MMC/SC no ano de 2000, buscou junto ao poder público de Chapecó/SC, a possibilidade de um terreno para a construção da sede do Movimento e um Centro de Formação para as mulheres camponesas.

O Poder Público de Chapecó através de concessão real de uso de bem publico, nº 001/2000, concedeu para um prazo de 10 anos e prorrogável por igual período, uma área de 3.793,91 metros quadrados, localizada no Bairro Presidente Médici neste município de Chapecó/SC para a Associação Estadual de Mulheres Camponesas de Santa Catarina – AEMC/SC, na data de 25 (vinte e cinco) de janeiro de 2000.

Em novembro de 2009, a AEMC/SC entidade jurídica do Movimento solicitou a renovação do contrato de concessão de uso, junto ao poder publico municipal. O atual Prefeito João Rodrigues de Chapecó/SC enviou um oficio comunicando a rescisão de contrato num prazo de 90 dias, a contar de 26 de novembro de 2009.

Queremos informar que a AEMC/SC, desde a data da concessão vem trabalhando e buscando cumprir com os objetivos assumidos no ato da concessão.

Administramos com muita responsabilidade as campanhas, coletas, apoios, doações realizadas pelas mulheres camponesas, pastorais e entidades parceiras e construímos neste terreno o Centro de Formação com uma área de 1.162,52 m2. Neste local funciona: secretaria, biblioteca, sala de reuniões. Para responder o objetivo da capacitação das mulheres, abriga também: auditório, refeitório, cozinha, dormitório, banheiros, com capacidade para 80 (oitenta) pessoas.

Diante do exposto acima temos consciência, que a AEMC/SC cumpre com os objetivos ora propostos, por que:

• A construção foi realizada pela AEMC/SC aplicando com seriedade e responsabilidade toda a doação recebida da articulação do Movimento com as mulheres organizadas, pastorais e entidades parceiras.

• No local funciona a sede do Movimento, juntamente com a biblioteca e arquivo histórico, considerando que Chapecó/SC é o município mãe onde nasceu o MMC/SC. O Movimento teve sua origem em Chapecó com amplo apoio da diocese e da sociedade, por isso é justo que sua sede se localize neste município.

• No centro de formação acontecem, cursos, encontros, debates, plenárias, seminários de capacitação para as mulheres sobre agricultura agroecológica. Neste sentido o movimento desenvolve o programa de recuperação, produção e melhoramento de sementes crioulas de hortaliças; e, no projeto saúde integral com a recuperação de plantas medicinais e a organização de hortos medicinais, articulado com a produção de alimentos saudáveis.

• No terreno estamos organizando a horta agroecológica onde se faz a prática de recuperação do solo, servindo de espaço pedagógico para os grupos que por ali passam, bem como, produção de alimentos para o auto consumo.

• A capacitação feita para as mulheres camponesas sobre agricultura tem como princípio básico a necessidade de produzir alimentos saudáveis e preservar o ambiente.

Diante disto, a todos/as (autoridades, lideranças sociais, entidades, organizações, movimentos sociais, entre outros) que conhecem a atuação do Movimento de Mulheres Camponesas estamos solicitando apoios, posicionamentos, escrevendo sobre a atuação do MMC e manifestando-se favorável a RENOVAÇÃO DA CONCESSAO DE USO DO TERRENO PARA A AEMC/SC, pela historia que este movimento representa para a sociedade.

Não podemos permitir que a história de emancipação das mulheres camponesas seja ignorada e desprezada por algumas autoridades. Mais uma vez querem silenciar e não reconhecer o papel da mulher camponesa no desenvolvimento da sociedade. Contamos com seu apoio, pois os direitos das mulheres são direitos humanos e beneficiam toda a sociedade.

Envie moção de apoio, carta, abaixo assinado para o endereço abaixo e com cópia para AEMC/SC. A historia de organização das mulheres camponesas agradece.

Sr. João Rodrigues

Prefeito do Município de Chapecó – Santa Catarina

Fone: 49 3321 8400 e fax 49 3321 8441


AEMC/SC
Rua Sete de Setembro 2070 D

Bairro Presidente Médici

89806-150 Chapecó/SC

Fone/fax: 49 33 22 25 39

Correio eletrônico: aema

Declaração Final: 1a Conferência Internacional da Juventude Sindicalista

Lima, 23 de novembro de 2009, Tribuna Popular TP – Respondendo ao apelo da Federação Sindical Mundial (FSM) e da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), foi realizada em Lima a 1 ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, que adquire um significado especial por serem os jovens trabalhadores em todo o mundo que expressam os grandes problemas que o capitalismo arrasta à humanidade.

Abaixo, publicamos a declaração final do evento realizado nos dias 18, 19 e 20 de Novembro passado. Federação Sindical Mundial (FSM) Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP) 1 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA Lima – Peru, 18 A 20 de novembro de 2009 DECLARAÇÃO FINAL Respondendo à convocatória da Federação Sindical Mundial e da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), foi realizada em Lima a 1° Conferência Internacional Sindical de Jovens Trabalhadores, de 18 a 20 de Novembro de 2009, ano do 50º aniversário da Revolução Cubana, com a presença de 48 organizações sindicais de 25 países representados por mais de 250 sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia, em que concordamos manifestar: No início do século XXI o mundo continua a ser vítima de uma injusta ordem política e econômica, excludente e exploradora que conduz o planeta para a sua própria autodestruição, ameaçado agora pela mudança climática que acontece em meio à maior crise da história do capitalismo. Os jovens trabalhadores são as primeiras vítimas da desregulamentação do trabalho trazidas pela globalização imperialista com resultados surpreendentes: milhões de jovens desempregados, subempregados ou trabalhando em condições de semi-escravidão, sem saúde ou segurança social, o aumento do trabalho infantil, imigrantes desamparados e perseguidos, em suma, toda uma geração de jovens trabalhadores na ruína material e espiritual, sem nenhum futuro promissor. As leis e os valores ideológicos e culturais de um estilo de vida que exacerba o individualismo e a violência são impostos às nossas sociedades. Não se trata apenas da injustiça que significa que uma minoria tem concentrado uma parte enorme da riqueza, enquanto as massas empobrecidas dificilmente podem sobreviver. É que o sistema hegemônico funciona como uma máquina de extermínio social onde pouco importa o destino dos excluídos, muito menos seus valores e culturas, suas identidades e comunidades, que estão sujeitos aos imperativos de mercado. Diante dos transcendentais avanços tecnológicos de nosso mundo hoje, os jovens atuam sobre um processo produtivo que alterou a composição da classe trabalhadora. Os capitalistas demandam um novo "profissional" que tenha iniciativa, consciência crítica e capacidade de melhorar o processo de produção, trabalhando em equipes e que tenha compromisso com os resultados coletivos, o conhecimento de línguas, filosofia, e constantes cursos de formação, e etc. Mas somente para melhor servir o mercado de trabalho e não para contribuir com a mudança econômica, social e política que os nossos países necessitam. Como os jovens podem aceitar essas exigências que demandam um desgaste alienante, quando o sistema – que só age no interesse do capital – que exige cada vez mais de nós, destrói nossos sonhos de juventude, discrimina e nos separa por nossa condição de imigrantes, pela maneira de vestir, falar e até mesmo por nossa orientação sexual? É justo que acatemos tais exigências quando somos submetidos a humilhantes e injustas discriminações entre ricos e pobres, entre grupos étnicos diferentes, entre homens e mulheres, entre as zonas rurais e urbanas e mesmo entre as regiões relativamente prósperas e atrasadas de uma mesma nação? Manifestamos a nossa convicção de que a evolução da ciência e do conhecimento tecnológico devem estar a nosso serviço assim como exige e defende a Federação Sindical Mundial (FSM). A histórica federação, que nunca se aliou a empresas transnacionais e a governos que aplicam políticas predadoras, que apóia a recusa contínua de render-se à capitulação da história, apesar das dificuldades, e tem se mantido firme na luta e nos apoios às lutas com autêntica solidariedade obreira. A FSM foi reforçada após o 15 º Congresso Sindical Mundial realizado em 2005 em Havana, como demonstra este exitoso encontro. Cientes da preparação do 16° Congresso, esperamos que este seja um espaço vital oferecido para discutir as conclusões do primeiro encontro e impulsionar o movimento sindical juvenil. Nós acreditamos que este deveria analisar e propor políticas específicas para os jovens trabalhadores, contribuir para a atualização das nossas lutas e de integração no movimento sindical, assim como sensibilizar a juventude sobre as justas posições da FSM. O impulso dado a esta Conferência pela FSM tornará possível em seu 16° Congresso intensificar nossos esforços para que cada vez mais jovens trabalhadores entendam o desenvolvimento social em termos de classe, para relacionarmos os nossos problemas individuais com a luta coletiva e unitária. Globalizemos a luta, Globalizemos a esperança! A América Latina, onde esta primeira conferência tem lugar, vive uma mudança de época com avanços democráticos e vitórias das forças progressistas que devem ser defendidas e aprofundadas. A resposta dos retrógrados entrincheirados no governo imperial norte-americano, com o apoio de seus aliados, é evitar a autodeterminação dos povos, até mesmo pela força, demonstrando que não houve nenhuma mudança. Seu regime fracassado não tem mais nada a oferecer. Eles só podem lançar mão da dominação, da coerção, da opressão, das ameaças, da agressão, impondo a guerra. Em Honduras se está lutando heroicamente contra este modelo do império. A resistência deste povo é uma inspiração de que sim, é possível defender os nossos direitos e soberania ante as hipócritas e traidoras manobras do governo estadunidense e dos oligarcas para burlar a vontade popular e os apelos da comunidade internacional. Novamente dizemos como Che, "… no imperialismo não se pode confiar nem um pouquinho assim…". Nós exigimos o retorno imediato e incondicional do governo legítimo de Manuel Zelaya! Foram desmascaradas as tentativas de dar ao imperialismo estadunidense um rosto humano. Os fatos reafirmam a mesma agressividade e o caráter belicista e antipopular que caracterizam o governo estadunidense e seus aliados, incluindo a promoção de privatizações, como no caso da eletricidade e da energia na Cidade do México. As bases militares dos EUA na Colômbia e a Quarta Frota, perto da Venezuela, são, como disse Fidel, um punhal cravado no coração da "Nossa América". Para isso os trabalhadores e nossos povos ampliam a resistência. No Peru, importantes batalhas também são travadas em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a política geradora de misérias, entreguista e autoritária do governo de Alan García. A CGTP, prestigiosa e histórica central fundada por José Carlos Mariátegui, que nos acolhereu de forma tão hospitaleira, declarou com firmeza e maturidade exemplar, com organização e convicção, a batalha para reverter as políticas e leis antipopulares que estão sendo implementadas por governos neoliberais nos últimos anos. A 1 ª Conferência manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores na agroindústria, transporte, têxteis e de vestuário, mineiros, professores, construção civil, etc., que lutam por seus justos direitos e reivindicações. A guerra promovida pelas ganas imperiais, também tem o seu terrível impacto sobre o Iraque e o Afeganistão, pressionando o Paquistão, o Irã e o Sudão, mantendo ainda as provocações na península coreana, protegendo Israel em seus crimes contra o sofrido povo palestino, enquanto criminalizam a luta legítima por um Estado independente e soberano. O imperialismo da União Européia e as decisões da Estratégia de Lisboa, Bolkestein, etc., fortalecem os monopólios e multinacionais contra os direitos dos trabalhadores e contribuem com a OTAN nas guerras contra os povos. Tentam criar antagonismos entre os trabalhadores promovendo à discriminação contra os imigrantes, a xenofobia e o racismo. Persiste ainda a ocupação e a divisão do Chipre pelo imperialismo. Também seria motivo para rir se não fosse o drama da situação, que existam ainda aqueles que celebram o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim, como se isso tivesse aberto uma época feliz para a humanidade, no entanto, silenciam diante dos muros de hoje na Palestina, no México, os muros da exploração do homem pelo homem. Na Ásia, o povo nepalês luta pelo sucesso do processo de paz e pelo estabelecimento de uma Constituição que garanta o poder popular e melhores condições de vida para o povo. A juventude é o futuro do sindicalismo de luta com princípios de classes Os participantes da 1ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora entende que os atuais poderes políticos e econômicos negam os valores mais elevados concebidos ao longo da história e submetem a juventude que trabalha a uma alienação brutal. Eles querem uma humanidade indiferente, uniforme, sem aspirar a um futuro melhor. Declaramos que nós, jovens trabalhadores, resistiremos a tais pretensões e oporemos nossas convicções e princípios que historicamente incentivam as lutas dos trabalhadores. Alçaremos mais alto do que nunca as nossas idéias, que continuam a alimentar a busca de uma sociedade superior, de justiça para o povo. Lutamos por: 1) A Paz. A humanidade é uma. À hipocrisia da globalização da barbárie e rapinagem capitalista devemos opor com a globalização da solidariedade. Não à guerra e ao imperialismo! 2) A defesa do nosso planeta, enfrentando a poluição das corporações transnacionais, que em sua busca de lucro nos conduz a nossa autodestruição. 3) O direito ao emprego e à jornada de trabalho reduzida com igualdade de remuneração e a eliminação do trabalho precarizado e dos contratos temporários. Ninguém é ilegal. 4) O direito dos jovens à educação e ao trabalho com garantias e à saúde. 5) A autonomia sindical, que não é a neutralidade, mas a afirmação dos interesses de classe. Pela liberdade de organização sindical com características juvenis para aumentar a filiação sindical e a renovação das gerações no nosso movimento. A Juventude trabalhadora diz que, como nós ensina Mariátegui "…. o proletariado não entra na história política senão como classe social no momento em que descobre a sua missão de construir uma ordem social mais elevada ….". Nós, os jovens, acreditamos no futuro!

OUTRO MUNDO É POSSÍVEL e é o socialismo!

Conquistá-lo, construí-lo, preservá-lo, está é a batalha histórica que nós, jovens trabalhadores, temos a nossa frente!

Lima, Peru, 20 de Novembro de 2009

FONTE: http://uniaodajuventudecomunista.blogspot.com/2009/12/primeira-conferencia-internacional-da.html

Declaração Final: 1a Conferência Internacional da Juventude Sindicalista

Lima, 23 de novembro de 2009, Tribuna Popular TP – Respondendo ao apelo da Federação Sindical Mundial (FSM) e da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), foi realizada em Lima a 1 ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, que adquire um significado especial por serem os jovens trabalhadores em todo o mundo que expressam os grandes problemas que o capitalismo arrasta à humanidade.

Abaixo, publicamos a declaração final do evento realizado nos dias 18, 19 e 20 de Novembro passado. Federação Sindical Mundial (FSM) Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP) 1 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA Lima – Peru, 18 A 20 de novembro de 2009 DECLARAÇÃO FINAL Respondendo à convocatória da Federação Sindical Mundial e da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), foi realizada em Lima a 1° Conferência Internacional Sindical de Jovens Trabalhadores, de 18 a 20 de Novembro de 2009, ano do 50º aniversário da Revolução Cubana, com a presença de 48 organizações sindicais de 25 países representados por mais de 250 sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia, em que concordamos manifestar: No início do século XXI o mundo continua a ser vítima de uma injusta ordem política e econômica, excludente e exploradora que conduz o planeta para a sua própria autodestruição, ameaçado agora pela mudança climática que acontece em meio à maior crise da história do capitalismo. Os jovens trabalhadores são as primeiras vítimas da desregulamentação do trabalho trazidas pela globalização imperialista com resultados surpreendentes: milhões de jovens desempregados, subempregados ou trabalhando em condições de semi-escravidão, sem saúde ou segurança social, o aumento do trabalho infantil, imigrantes desamparados e perseguidos, em suma, toda uma geração de jovens trabalhadores na ruína material e espiritual, sem nenhum futuro promissor. As leis e os valores ideológicos e culturais de um estilo de vida que exacerba o individualismo e a violência são impostos às nossas sociedades. Não se trata apenas da injustiça que significa que uma minoria tem concentrado uma parte enorme da riqueza, enquanto as massas empobrecidas dificilmente podem sobreviver. É que o sistema hegemônico funciona como uma máquina de extermínio social onde pouco importa o destino dos excluídos, muito menos seus valores e culturas, suas identidades e comunidades, que estão sujeitos aos imperativos de mercado. Diante dos transcendentais avanços tecnológicos de nosso mundo hoje, os jovens atuam sobre um processo produtivo que alterou a composição da classe trabalhadora. Os capitalistas demandam um novo "profissional" que tenha iniciativa, consciência crítica e capacidade de melhorar o processo de produção, trabalhando em equipes e que tenha compromisso com os resultados coletivos, o conhecimento de línguas, filosofia, e constantes cursos de formação, e etc. Mas somente para melhor servir o mercado de trabalho e não para contribuir com a mudança econômica, social e política que os nossos países necessitam. Como os jovens podem aceitar essas exigências que demandam um desgaste alienante, quando o sistema – que só age no interesse do capital – que exige cada vez mais de nós, destrói nossos sonhos de juventude, discrimina e nos separa por nossa condição de imigrantes, pela maneira de vestir, falar e até mesmo por nossa orientação sexual? É justo que acatemos tais exigências quando somos submetidos a humilhantes e injustas discriminações entre ricos e pobres, entre grupos étnicos diferentes, entre homens e mulheres, entre as zonas rurais e urbanas e mesmo entre as regiões relativamente prósperas e atrasadas de uma mesma nação? Manifestamos a nossa convicção de que a evolução da ciência e do conhecimento tecnológico devem estar a nosso serviço assim como exige e defende a Federação Sindical Mundial (FSM). A histórica federação, que nunca se aliou a empresas transnacionais e a governos que aplicam políticas predadoras, que apóia a recusa contínua de render-se à capitulação da história, apesar das dificuldades, e tem se mantido firme na luta e nos apoios às lutas com autêntica solidariedade obreira. A FSM foi reforçada após o 15 º Congresso Sindical Mundial realizado em 2005 em Havana, como demonstra este exitoso encontro. Cientes da preparação do 16° Congresso, esperamos que este seja um espaço vital oferecido para discutir as conclusões do primeiro encontro e impulsionar o movimento sindical juvenil. Nós acreditamos que este deveria analisar e propor políticas específicas para os jovens trabalhadores, contribuir para a atualização das nossas lutas e de integração no movimento sindical, assim como sensibilizar a juventude sobre as justas posições da FSM. O impulso dado a esta Conferência pela FSM tornará possível em seu 16° Congresso intensificar nossos esforços para que cada vez mais jovens trabalhadores entendam o desenvolvimento social em termos de classe, para relacionarmos os nossos problemas individuais com a luta coletiva e unitária. Globalizemos a luta, Globalizemos a esperança! A América Latina, onde esta primeira conferência tem lugar, vive uma mudança de época com avanços democráticos e vitórias das forças progressistas que devem ser defendidas e aprofundadas. A resposta dos retrógrados entrincheirados no governo imperial norte-americano, com o apoio de seus aliados, é evitar a autodeterminação dos povos, até mesmo pela força, demonstrando que não houve nenhuma mudança. Seu regime fracassado não tem mais nada a oferecer. Eles só podem lançar mão da dominação, da coerção, da opressão, das ameaças, da agressão, impondo a guerra. Em Honduras se está lutando heroicamente contra este modelo do império. A resistência deste povo é uma inspiração de que sim, é possível defender os nossos direitos e soberania ante as hipócritas e traidoras manobras do governo estadunidense e dos oligarcas para burlar a vontade popular e os apelos da comunidade internacional. Novamente dizemos como Che, "… no imperialismo não se pode confiar nem um pouquinho assim…". Nós exigimos o retorno imediato e incondicional do governo legítimo de Manuel Zelaya! Foram desmascaradas as tentativas de dar ao imperialismo estadunidense um rosto humano. Os fatos reafirmam a mesma agressividade e o caráter belicista e antipopular que caracterizam o governo estadunidense e seus aliados, incluindo a promoção de privatizações, como no caso da eletricidade e da energia na Cidade do México. As bases militares dos EUA na Colômbia e a Quarta Frota, perto da Venezuela, são, como disse Fidel, um punhal cravado no coração da "Nossa América". Para isso os trabalhadores e nossos povos ampliam a resistência. No Peru, importantes batalhas também são travadas em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a política geradora de misérias, entreguista e autoritária do governo de Alan García. A CGTP, prestigiosa e histórica central fundada por José Carlos Mariátegui, que nos acolhereu de forma tão hospitaleira, declarou com firmeza e maturidade exemplar, com organização e convicção, a batalha para reverter as políticas e leis antipopulares que estão sendo implementadas por governos neoliberais nos últimos anos. A 1 ª Conferência manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores na agroindústria, transporte, têxteis e de vestuário, mineiros, professores, construção civil, etc., que lutam por seus justos direitos e reivindicações. A guerra promovida pelas ganas imperiais, também tem o seu terrível impacto sobre o Iraque e o Afeganistão, pressionando o Paquistão, o Irã e o Sudão, mantendo ainda as provocações na península coreana, protegendo Israel em seus crimes contra o sofrido povo palestino, enquanto criminalizam a luta legítima por um Estado independente e soberano. O imperialismo da União Européia e as decisões da Estratégia de Lisboa, Bolkestein, etc., fortalecem os monopólios e multinacionais contra os direitos dos trabalhadores e contribuem com a OTAN nas guerras contra os povos. Tentam criar antagonismos entre os trabalhadores promovendo à discriminação contra os imigrantes, a xenofobia e o racismo. Persiste ainda a ocupação e a divisão do Chipre pelo imperialismo. Também seria motivo para rir se não fosse o drama da situação, que existam ainda aqueles que celebram o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim, como se isso tivesse aberto uma época feliz para a humanidade, no entanto, silenciam diante dos muros de hoje na Palestina, no México, os muros da exploração do homem pelo homem. Na Ásia, o povo nepalês luta pelo sucesso do processo de paz e pelo estabelecimento de uma Constituição que garanta o poder popular e melhores condições de vida para o povo. A juventude é o futuro do sindicalismo de luta com princípios de classes Os participantes da 1ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora entende que os atuais poderes políticos e econômicos negam os valores mais elevados concebidos ao longo da história e submetem a juventude que trabalha a uma alienação brutal. Eles querem uma humanidade indiferente, uniforme, sem aspirar a um futuro melhor. Declaramos que nós, jovens trabalhadores, resistiremos a tais pretensões e oporemos nossas convicções e princípios que historicamente incentivam as lutas dos trabalhadores. Alçaremos mais alto do que nunca as nossas idéias, que continuam a alimentar a busca de uma sociedade superior, de justiça para o povo. Lutamos por: 1) A Paz. A humanidade é uma. À hipocrisia da globalização da barbárie e rapinagem capitalista devemos opor com a globalização da solidariedade. Não à guerra e ao imperialismo! 2) A defesa do nosso planeta, enfrentando a poluição das corporações transnacionais, que em sua busca de lucro nos conduz a nossa autodestruição. 3) O direito ao emprego e à jornada de trabalho reduzida com igualdade de remuneração e a eliminação do trabalho precarizado e dos contratos temporários. Ninguém é ilegal. 4) O direito dos jovens à educação e ao trabalho com garantias e à saúde. 5) A autonomia sindical, que não é a neutralidade, mas a afirmação dos interesses de classe. Pela liberdade de organização sindical com características juvenis para aumentar a filiação sindical e a renovação das gerações no nosso movimento. A Juventude trabalhadora diz que, como nós ensina Mariátegui "…. o proletariado não entra na história política senão como classe social no momento em que descobre a sua missão de construir uma ordem social mais elevada ….". Nós, os jovens, acreditamos no futuro!

OUTRO MUNDO É POSSÍVEL e é o socialismo!

Conquistá-lo, construí-lo, preservá-lo, está é a batalha histórica que nós, jovens trabalhadores, temos a nossa frente!

Lima, Peru, 20 de Novembro de 2009

FONTE: http://uniaodajuventudecomunista.blogspot.com/2009/12/primeira-conferencia-internacional-da.html

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